sábado, 26 de novembro de 2011

O Rito York - Estrutura (2ª Parte)

RITO YORK - ESTRUTURA
SEGUNDA PARTE - OS CORPOS ANEXOS (Irmão Sérgio Cavalcante, MM-KT)
Dando seqüência ao que foi explanado na primeira parte, passamos desta feita, a fazer uma breve explanação sobre as ordens e graus anexos do Rito York.
Os Graus de Cadeira da Maçonaria do Rito York são assim chamados porque o candidato deve ser o presidente instalado ou o ex-presidente do respectivo corpo de York. Eles podem diferir um pouco, no nome e nos personagens, de uma jurisdição para outra.

Ordem do Sumo Sacerdote
É um grau de cadeira conferido a um Sumo Sacerdote instalado ou passado. É conhecido, às vezes, como Ordem Ungida de Sumo Sacerdote. Antigamente, este grau era conhecido como Ordem de Melquisedeque.


Três Vezes Ilustre Mestre
Este é um grau de cadeira conferido a Ilustres Mestres instalados ou passados. Ele também é conhecido como Ordem da Trolha de Prata, por causa da sua jóia.


Cavaleiro Cruzado da Cruz

Este é um grau de trono conferido a Eminentes Comandantes instalados ou passados.
SOBERANA ORDEM DOS CAVALEIROS PRECEPTORES


Todos os comandantes atuais ou passados dos Comandos Constituintes e Subordinados do Grande Acampamento de Cavaleiros Templários dos Estados Unidos da América numa jurisdição onde não exista nenhum Capítulo da Ordem pode solicitar ingresso na Ordem dos Cavaleiros Preceptores. O Grande Capítulo da Ordem dos Cavaleiros Preceptores se reúne, anualmente, no momento e no local do Encontro Anual do Grande Conselho dos Graus Maçônicos Aliados dos Estados Unidos da América.
Em algumas jurisdições, existe uma associação para todos os Comandantes atuais e passados do Comando Constituinte e Subordinado do Grande Acampamento dos Cavaleiros Templários dos Estados Unidos da América.

CORPOS ANEXOS OU ALIADOS – SEMANA MAÇÔNICA DC
Os seguintes corpos são anexos aos corpos do Rito York[1] devido à exigência de que os seus membros devem, também, ser membros do Rito York ou de um de seus corpos; ou aliados ao Rito York pela exigência de que seus membros sejam Maçons.
Em primeiro lugar, estão os corpos invitacionais, nos quais o candidato deve ser um membro do Rito York ou um de seus corpos, seja convidado por um membro do corpo que convida e ser aprovado num escrutínio para associação.
Em segundo, estão os corpos Maçônicos Aliados, os quais exigem que o candidato seja Maçom e podem ter exigências adicionais, tais como ser convidado ou exigir outras filiações Maçônica ou fraternais.
Muitas das organizações seguintes são de natureza exclusiva e a sua associação representa o que há de mais dedicado e seleto da afiliação na fraternidade Maçônica. Esta seletividade é comumente demonstrada pelas limitações do tamanho do corpo de associados e/ou os seus processos e exigências de seleção.
CORPOS INVITACIONAIS ANEXOS IRRESTRITOS
Estes corpos são abertos aos membros do Rito York apenas mediante convite, mas não há restrições quanto ao número de membros permitidos por corpo.
A FACULDADE SOBERANA DO RITO YORK DA AMÉRICA DO NORTE
É um corpo invitacional dedicado à assistência e promoção dos Corpos do Rito York e trabalhos de grau. O corpo que preside é uma Faculdade e o oficial presidente é um Governador (intitulado Preeminente). O corpo trabalha num grau principal, o da Ordem dos Cavaleiros de York e um grau honorífico, o da Ordem da Cruz Púrpura de York.
A ORDEM DOS CAVALEIROS MAÇONS DOS EEUU
É um corpo invitacional originalmente patrocinado pelos Cavaleiros Maçons da Irlanda. Ele também é conhecido como os “Graus Verdes”. Na Inglaterra, as partes dos graus são trabalhadas como parte da Ordem dos Graus Maçônicos Aliados sob o título de Cruz Vermelha da Babilônia. A associação antes requeria afiliação nos Cavaleiros Templários da Irlanda, mas apenas com o Real Arco, nos Estados Unidos da América do Norte. O corpo que preside é um Conselho e o oficial presidente é um Chefe (intitulado Excelente).
Os graus em que trabalha são:
- Cavaleiro da Espada;
- Cavaleiro do Leste;
- Cavaleiro do Leste e do Oeste;
- Chefe Instalado (Grau de Cadeira).

Cavaleiros da Cruz de Honra de York (KYCH) 
É um corpo invitacional composto, inteiramente, por líderes maçônicos do Rito York. Os Membros devem ser um Mestre Passado de uma Loja Simbólica, um Sumo Sacerdote Passado de um Capítulo do Real Arco, um Mestre Passado  de um Conselho Real e Seleto de Mestre ou um Comandante Passado de uma Comandaria de Cavaleiros Templários, e são nomeados por um CCHY[2]. O Grande ex-oficial presidente recebe o título de Cavaleiro da Grande Cruz de Honra de York (CGCHY) caso ele trabalhe com tanta capacidade depois de tornar-se um CCHY. A associação é ilimitada no corpo que preside, que é um Priorado e cujo oficial presidente é um Prior (intitulado Eminente).

A ORDEM COMEMORATIVA DE SÃO TOMÁS DE ACON


É um corpo invitacional composto de Mestres do Rito York selecionados por suas contribuições e sua dedicação aos Corpos e Ordens Maçônicas. A associação exige filiação nos Cavaleiros Templários. A Ordem moderna comemora um antigo Corpo de Cavaleiros Templários Ingleses fundado durante a 3ª Cruzada. A associação é ilimitada no corpo que preside que é uma Capela cujo oficial presidente é um Mestre (intitulado Digno).

CORPOS INVITACIONAIS ANEXOS RESTRITOS
Estes corpos estão abertos aos membros do Rito York apenas mediante convite, com estrita limitação do número de membros permitidos em cada um.
GRAUS MAÇÔNICOS ALIADOS (GMA) 

É um corpo invitacional dedicado à preservação e à exemplificação dos graus colaterais maçônicos de antiguidade.  Em algumas jurisdições, os Conselhos GMA limitam-se a apresentar trabalhos escritos. A associação exige filiação ao Real Arco e é limitada a 27 membros por corpo. O corpo que preside é um Conselho e o seu oficial presidente é um Soberano Mestre (intitulado Venerável). Os Conselhos GMA europeus abrem e tratam de assuntos sobre a Ordem de São Lourenço o Mártir. Além do Conselho GMA, há dois corpos subordinados anexos ao Conselho, que operam como corpos separados, fora dos Estados Unidos.

A descrição destes Graus pode ser encontrada no Conselho de Santo André na América Nº 1ª, GMA, NC.
  Os graus em que trabalha são:
  - Ordem de São Lourenço, o Mártir
  - Cavaleiro de Constantinopla
  - Grandes Cobridores de Salomão
  - Excelente Mestre
  - Mestres de Tiro
  - Arquiteto
  - Grande Arquiteto
  - Superintendente
  - A Antiga Ordem dos Corks[3]
  - Quadro Vermelho de Eri e Ordens Apensas (Grau Honorário)
-  Fuzileiro Naval do Real Arco (Loja separada, fora dos Estados Unidos)
  - Ordem do Monitor Secreto (Conclave separado, fora dos Estados Unidos)
  - Soberano Mestre Instalado (Grau de Trono GMA)
  - Mestre Instalado (Grau de Cadeira da Ordem de São Lourenço, o Mártir)
  - Comandante Instalado Noé (Grau de Cadeira do Royal Arco Marines)
  - Supremo Governador Instalado (Grau de Cadeira da Ordem do Soberano Mestre)


A CRUZ VERMELHA DE CONSTANTINO E ORDENS APENSAS (CVC)
É um corpo invitacional composto por Maçons altamente dedicados e de longo serviço ao Rito York. A associação exige filiação ao Real Arco e crença na fé da Trindade Cristã. A associação é limitada a 45 membros por corpo. O corpo dirigente é um Conclave e o oficial presidente é um Soberano (intitulado Poderoso).
Os Graus são:
- Cavaleiro da Cruz Vermelha de Constantino
- Cavaleiro do Santo Sepulcro
- Cavaleiro de São João Evangelista
- Vice-rei Instalado (Grau de Cadeira)
- Soberano Instalado (Grau de Cadeira)


ORDEM DO SACERDOTE CAVALEIRO TEMPLÁRIO DO REAL ARCO (OSCTRA)
É um corpo invitacional composto por Maçons altamente dedicados e de longo serviço ao Rito York. A associação exige filiação aos Cavaleiros Templários e os membros devem ser Eminentes Comandantes Passados de um Comando de Cavaleiros Templários. Originalmente, este corpo conferia 33 graus, mas, agora, somente um é conferido. A associação é limitada a 27 membros por corpo. O corpo dirigente é um Tabernáculo e o oficial presidente é um Preceptor (intitulado Eminente).

ORGANIZAÇÕES MAÇÔNICAS ADICIONAIS
As listas que se seguem são algumas organizações maçônicas adicionais encontradas na família maçônica. Estão inclusos os corpos de Maçonaria de Adoção e organizações da juventude patrocinadas. Ela não inclui outras organizações aliadas à Maçonaria, tais como AAONMS, Shriners, Daughters of the Nile, Tall Cedars of Lebanon, or Grotto.



CORPOS DE PESQUISA E COMPANHEIRISMO
Estes corpos são abertos para a associação de todos os Maçons. Eles existem como grupos de pesquisa Maçônicas e companheirismo social.
A SOCIEDADE PHILALETES 
Uma sociedade de pesquisa Maçônica que está aberta a Maçons e é dedicada à pesquisa Maçônica. Este corpo compreende muitos autores e pesquisadores maçônicos famosos. O corpo dirigente é a Sociedade e o presidente é um Presidente.[4]
GRANDE COLÉGIO DE RITOS DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

É uma sociedade de pesquisa aberta a Mestres Maçons e é dedicada ao estudo, história e preservação de Ritos, rituais e cerimônias maçônicas extintas. A associação a este corpo é preponderantemente composta por Maçons do Rito York. O corpo se reúne anualmente para o tratamento dos assuntos e a apresentação de trabalhos. O corpo é o Grande Colégio e o presidente é um Grande Chanceler (intitulado Ilustríssimo).
SOCIEDADE DOS MONGES AZUIS

Um corpo literário maçônico invitacional cuja associação é composta, somente, por autores maçônicos publicados e é limitada a 20 membros. Ela é única no seu status honorário não havendo taxas nem deveres de associação e a vinculação de seus membros é vitalícia. O corpo dirigente é a Sociedade e o presidente é um Grão-Abade (intitulado Ilustríssimo).
ORDEM MAÇÔNICA DO BANHO

Qualificações para a associação:
Deve ser um Mestre Maçom a prumo com uma Loja reconhecida como “regular”. Não há nº 2.
O presidente é intitulado Honorabilíssimo Comandante-Geral. Geralmente, reúne-se em Washington, DC. como parte da Semana Maçônica.

MEIO-DIA[5] INTERNACIONAL

É um clube maçônico de almoço, aberto a maçons e quase que exclusivamente americano. O nome da organização provém de um termo maçônico que significa meio-dia. O seu propósito declarado é inculcar os ideais ensinados na Maçonaria pela união nos laços de uma hora fraternal; tais ideais estão no estreitamento dos laços maçônicos, participação em atividades comunitárias e melhoramento do sistema escolar público americano. Não há graus, rituais ou cerimônias. Ele preenche o papel das Lojas de Mesa encontradas em algumas jurisdições, mas sem as formalidades nem os rituais associados a estas organizações. O corpo dirigente é um Clube presidido por um Presidente.



CORPOS INVITACIONAIS HISTÓRICOS
Estes corpos preservam a história e a herança maçônica únicas, associadas à maçonaria americana colonial e primitiva.

Um corpo invitacional composto por Maçons que sejam oficiais, aspirantes ou sargentos das Forças Armadas dos Estados Unidos da América e dedicado à preservação e perpetuidade da fraternal herança Maçônica e sua história, nas Forças Armadas dos Estados Unidos da América do Norte. Existe a possibilidade de admissão de membros honorários que não satisfaçam os pré-requisitos. Este corpo inculca os princípios das antigas Lojas “militares” inglesas e americanas, que operavam sob permissão legal desde 1700 até o começo dos anos 1900. A Grande Loja das Filipinas foi organizada como resultado dos esforços e do trabalho deste corpo. Um colateral dos Passageiros é o Heróis de 76. O corpo dirigente é um Capítulo e é dirigido por um Presidente.


CORPOS INVITACIONAIS DO RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO

A Real Ordem da Escócia ocupa um lugar único na Maçonaria americana, pois ela é controlada pela Grande Loja da Escócia e foi, por assim dizer, “usurpada” quando Albert Pike foi indicado como Grão-Mestre Provincial e a aliou ao REAA. Porém, os estatutos, nos Estados Unidos, ainda obedecem aos da Grande Loja mãe e o corpo está aberto aos Maçons do 32.º Grau do Rito Escocês, mediante convite e Cavaleiros Templários, por especial concessão.

ORDEM REAL DA ESCÓCIA
É um corpo invitacional composto de Maçons do Rito Escocês de longos e dedicados serviços. Apesar de aliada ao Rito Escocês e considerada um grau escocês, nos Estados Unidos, esta Ordem esteve, anteriormente, sob a jurisdição do Rito York, sendo controlada pela Grande Loja da Escócia e, como resultado desta disposição história, ela também está aberta aos Cavaleiros Templários por concessão do Grão-Mestre Provincial. A associação exige filiação ao Rito Escocês (Grau 32) e ser Cristão Trinitário ou Cavaleiro Templário, e a proposta de um membro. Este é o único corpo maçônico considerado como sendo uma autêntica Ordem Real. Acredita-se que o Grau de Cavaleiro da Rosa Cruz contém remanescentes da cerimônia de investidura original da Antiqüíssima e Nobilíssima Ordem do Cardo Selvagem, a Ordem Escocesa Real Dinástica. O corpo maçônico está sob a jurisdição da Grande Loja da Escócia. Nos Estados Unidos da América, o corpo opera como uma Grande Loja Provincial e é presidida pelo Grão Mestre Provincial. Ela tem número ilimitado de membros.
Ela tem dois graus:
- Grau de Heredom de Kilwinning
- Grau de Cavaleiro da Rosa Cruz



CORPOS INVITACIONAIS DE MAÇONARIA EXTRA-ORDEM[6]

Corpos maçônicos extra-ordem são os que, simplesmente, ficam for a dos ritos ou, em termos mais simples, apenas exigem filiação maçônica numa loja maçônica azul reconhecida. Tecnicamente, todo o corpo apenso é parte da maçonaria Extra-ordem embora, aqui, a expressão seja utilizada em conexão com os corpos não controlados por nenhum dos dois ritos dos Estados Unidos.

SOCIETAS ROSICRUCIANA IN CIVITATIBUS FOEDERATIS[7] MAÇÔNICA
É um corpo invitacional composto por maçons antigos e dedicados, voltado para o estudo e o exame esotérico e filosófico da maçonaria. A associação exige filiação numa Loja simbólica e professar fé cristã. Embora a associação em corpos do Rito York não seja necessariamente exigida, a maioria dos seus membros são associados ao Rito York e muitos dos seus corpos apensos. Este corpo mantém amizade fraterna com a Societas Rosicruciana Maçônica in Anglia[8], Societas Rosicruciana Maçônica in Gallia (França) e [9], Societas Rosicruciana Maçônica in Portugallia (Portugal). O avanço aos altos graus, no corpo, é determinado pelo mérito e pelo serviço. A associação é limitada a 72 membros em cada corpo. O corpo dirigente é um Colégio e o presidente é um Adepto Chefe (intitulado Digno).
Seus graus são:
- I  Zelator
- II Theoricus
- III Practicus
- IV Philosophus
- V Adeptus Minor
- VI Adeptus Major
- VII Adeptus Exemptus
- VIII Magister Templi
- IX Magus



CORPOS MAÇÔNICOS DE ADOÇÃO FILIADOS
Há organizações maçônicas cujas associações incluem tanto homens como mulheres nos seus quadros. O Rito York é um participante e apoiador ativo dos corpos maçônicos de adoção.
ORDEM DO AMANRATH


Esta é uma organização maçônica de adoção fundada em 1873. A associação é limitada aos Maçons, suas esposas e parentes femininas. Originalmente, ele tencionava ser um grau adicional da Ordem da Estrela do Oriente, mas foi rejeitada por aquela organização. Então, foi estabelecida como uma organização separada. Até 1921, os seus membros tinham que ser filiados à Ordem Estrela do Oriente. O corpo dirigente é uma Corte e os presidentes femininos e masculinos são uma Madrinha Real e um Padrinho Real.




ORDEM DA ESTRELA DO ORIENTE
É uma organização maçônica de adoção fundada em 1857. A associação é limitada aos Maçons, suas esposas e parentes femininos. As reuniões exigem a presença de um Maçom para abrir a sessão e tratar dos assuntos. O corpo dirigente é um Capítulo e os presidentes femininos e masculinos são uma Madrinha Real e um Padrinho Real.
Seus graus são:
- Obediência (Adah)
- Devoção (Ruth)
- Fidelidade (Esther)
- Fé (Martha)
- Caridade (Electa)
ORDEM DO SANTUÁRIO BRANCO DE JERUSALÉM
É uma organização maçônica de adoção, fundada em 1894. A associação é limitada aos maçons, suas esposas e parentes femininos. Os seus membros devem professar a fé cristã. As reuniões exigem a presença de um Maçom para abrir a sessão e tratar dos assuntos. O corpo dirigente é um Santuário e os presidentes femininos e masculinos são um Suma Sacerdotisa e Guardião dos Pastores, respectivamente.

ORDEM SOCIAL DO BEAUCEANT[10] (OSB)
Como esposas, viúvas, mães, filhas e irmãs de Cavaleiros Templários, ela é a única ordem fraternal para a qual a única exigência é determinada pela associação do marido num Comando.
Uma nova Assembléia pode ser constituída onde quer que exista um Comando de Cavaleiros Templários ativo de tamanho suficiente para autorizá-la e que haja suficiente número de senhoras.


ORGANIZAÇÕES JUVENIS MAÇÔNICAS
Estas organizações juvenis são patrocinadas e apoiadas pelos corpos maçônicos. O Rito York é extremamente ativo no seu envolvimento com estes grupos.

ORDEM DEMOLAY (ODM)

É uma organização juvenil maçônica para rapazes de 12 a 21 anos. A associação não exige filiação familiar maçônica nem confere nenhuma associação maçônica. A organização se dedica a fornecer orientação e desenvolvimento de liderança cívica e valores sociais aos jovens. Um corpo colateral é a Ordem de Cavalaria. O corpo que dirige é um Capítulo que é presidido por um Mestre Conselheiro.
Seus graus são:
- Grau Inicial
- Grau DeMolay
- Grau de Cavaleiro (Honorífico)
ORDEM DAS FILHAS DE JÓ

É uma organização maçônica juvenil para moças de 12 a 20 anos cuja associação é limitada a garotas que tenham um parente Maçom. A organização se dedica ao desenvolvimento de
liderança cívica e valores sociais em moças. O corpo dirigente é um Bethel que é presidido por uma Honorável Rainha.
Seus graus são:
- Primeiro Período (Jemima)
- Segundo Período (Kezia)
- Terceiro Período (Keren Happuch)

ORDEM DO ARCO-ÍRIS PARA MOÇAS
É uma organização maçônica para moças de 12 a 20 anos cuja associação não exige nem confere filiação Maçônica. A organização se dedica ao desenvolvimento de liderança cívica e valores sociais em moças. O corpo que dirige é uma Assembléia e é presidido por uma Digna Conselheira. Há um grau principal, o Grau de Iniciação e um grau honorário, o da Grã-Cruz do Grau das Cores.

 
BIBLIOGRAFIA:
Hugo Borges & Sergio Cavalcante – Rito York – O Simbolismo: Companheiro Maçom – Editora Clube de Autores – 2010.
REFERENCIA:





[1] Lembramos que neste contexto quando se fala no Rito York compreende-se que o candidato deve possuir no mínimo os graus capitulares.
[2] CCHY, em inglês KYCH (Knight of the York Cross of Honour) ou Cavaleiro da Cruz de Honra de York.
[3] Cork – cortiça ou rolha; a tradução literal é estranha ou desconhecida, para o assunto.; preferiu-se manter a palavra original

[4] Tradução fiel ao original, que tem estilo repetitivo.
[5] High twelve – as altas doze; expressão antiga para o meio-dia.
[6] Ultra-craft seria traduzida por ultra-ordem, mas o prefixo extra, em português, é melhor; daí, extra-ordem.

[7] Título mantido em Latim.

[8] Idem.

[9] Idem.
[10] Beauceant – rigorosamente, lugar perfeito ou sublime; mantido como no original, por ser nome próprio.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O Rito York - Estrutura

O RITO YORK
PRIMEIRA PARTE (Sérgio Roberto, MM-KT)
O Rito de York ou, mais exatamente, o Rito Americano, é baseado nos antigos remanescentes da Maçonaria Operativa que era praticada no começo dos anos 1700. A formação da primeira Grande Loja de Londres, em 1717, especificava que as lojas deveriam conferir apenas os graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom, sendo considerados espúrios todos os outros graus. Entretanto, muitas lojas que tinham conferido outros graus que consideravam uma parte integrante da Maçonaria, em particular a do Real Arco, formaram a sua própria Grande Loja, denominando-se os “Antigos” e os membros da outra Grande Loja, os “Modernos”. Com a fusão das duas Grandes Lojas, em 1813, na Grande Loja Unida da Inglaterra, as lojas concordaram que apenas os três graus aceitos pela Maçonaria seriam usados pelas lojas, mas o grau do Real Arco seria anexado aos Capítulos diretamente aliados dessas Lojas e ostentando o mesmo número da loja, embora sendo um corpo separado. Assim, ao contrário do Rito Escocês Antigo e Aceito, que alega manter o poder de conferir os primeiros três graus da Maçonaria em adição àqueles sob a sua jurisdição, os que se encontravam no Rito de York reconheceram, corretamente, o fato de que eles são considerados apêndices dos da Antiga Maçonaria Operativa. Ainda é prática, na Maçonaria Inglesa, que um membro maçônico não seja considerado como estando de posse de todos os graus da Antiga Maçonaria Operativa até que tenha sido exaltado ao Real Arco.
As primeiras Lojas Americanas operavam de modo similar até o estabelecimento do Grande Capítulo Geral dos Maçons do Real Arco. Durante um período da história dos EUA, os graus Crípticos foram controlados pelas jurisdições de Grandes Capítulos de vários Estados, até o estabelecimento do Grande Conselho. As Ordens Cavalheirescas eram controladas pelo Grande Acampamento desde o começo do século XIX, nos Estados Unidos. Todos os três corpos são entidades Maçônicas tecnicamente autônomas, com a única exigência de ser membro do Real Arco ligando os graus Crípticos e as Ordens Cavalheirescas.
Apensos aos Corpos do Rito de York estão diversos corpos maçônicos adicionais, a maioria dos quais de admissão por meio de convite. A admissão em muitos deles tem, como pré-requisito, pertencer ao Real Arco, embora alguns tenham pré-requisitos pertencer a outros corpos do Rito de York ou a todos eles. Muitos se encontram em outras jurisdições fora dos Estados Unidos, mas diversos são unicamente americanos em sua origem.

Os Graus Capitulares

Os Graus Capitulares são um conjunto de quatro graus controlados pelo Capítulo do Real Arco. Eles se centram nas fases da construção do Templo de Salomão, com exceção do grau de Past Master, daí o título de Capitular. O Grau de Mestre Passado[1] (Past Master) é o vestígio remanescente do antigo costume de que o Grau do Real Arco só podia ser conferido a um Mestre Passado (Past Master) de uma Loja Simbólica Azul. Nos Estados Unidos, estes graus são considerados propriedade do Real Arco, enquanto que, na Inglaterra, não existe o Grau de Past Master (Mestre Passado) como aqui e o Grau de Mark Master (Mestre de Marca) é controlado pela sua própria Grande Loja. O Grau de Most Excellent Master (Excelentíssimo Mestre) é, também, parte dos Graus Crípticos, na Inglaterra. Como declarado adiante, o Real Arco, no exterior, é controlado por Capítulos anexos às Lojas Azuis Inglesas. Os Capítulos do Real Arco foram denominados, ocasionalmente, como Lojas Vermelhas, em publicações maçônicas antigas, embora eles possam ser descritos, com mais propriedade, como “Graus Vermelhos”. Nos Estados Unidos, todos os assuntos dos Capítulos são conduzidos num Capítulo do Real Arco e os outros corpos só são abertos para conferir os graus. Algumas jurisdições abrem Lojas de Mestres de Marca como “lojas de mesa”, que atuam como um foco social para os corpos locais do Rito de York.
Mestre de Marca
Este grau enfatiza as lições de regularidade, disciplina e integridade. É o grau mais impressionante, centrado sobre a história da Fraternidade das pedreiras e o seu papel na construção do Templo. A sua importância na Maçonaria Operativa inglesa pode ser julgada pelo fato de que ele opera como uma Grande Loja separada e é altamente procurado pelos obreiros daquela jurisdição.
Mestre Passado (Virtual)
 
Este Grau enfatiza a lição da harmonia. Este Grau é conferido porque os antigos costumes exigiam que um Maçom deveria ser um Mestre Passado (Past Master) de modo a ser exaltado ao Real Arco. Em algumas Grandes Jurisdições, este Grau é conferido a todos os Mestres regulares de uma Loja Azul. O Grau não confere nenhum título ao recipiendário, mas serve de exemplo para a manutenção de um antigo costume.
Mui (Muito) Excelente Mestre
 
Este Grau enfatiza a lição da reverência. Este Grau está centrado na dedicação do Templo, depois de completo, particularmente a consagração do Sanctum Sanctorum e a descida do Convidado no Templo. Ele é complementar ao Grau de Mestre de Marca e completa as lições simbólicas começadas naquele Grau.
 
Maçom do Real Arco
É o complemento do Grau de Mestre Maçom e a reunião dos graus originais da Loja Azul, tal como praticados nas Antigas Lojas da Inglaterra antes de 1820. O Grau explica as origens da Palavra Substituta encontrada no Grau de Mestre Maçom, a recuperação da Palavra Inefável e a sua ocultação dentro da Palavra do Real Arco. Este Grau, juntamente com o de Mestre Maçom, pode ter sido exemplificado uma vez como um Grau mais amplo ou “super” Grau, com o de Mestre Maçom explicando a perda da Palavra de Mestre e o Real Arco explicando a sua recuperação. O corpo que o preside é um Capítulo e o oficial Presidente é o Sumo Sacerdote (intitulado Excelente).
Os Graus Crípticos
Os Graus Crípticos são um conjunto de três graus controlado pelo Conselho de Mestres Seletos. Estes graus obtém seu nome da referência a uma abóbada (câmara) secreta nos três graus, daí o termo Críptico. Trabalha-se, regularmente, apenas os dois primeiros graus; no terceiro grau, o de Super Excelente Mestre, trabalha-se como um grau honorário, não sendo exigido como pré-requisito para ser membro do Conselho. Também é um tanto peculiar na sua associação com os Graus Crípticos, pois ele está mais intimamente associado, no tema e nos personagens, com o Real Arco e a Ilustre Ordem da Cruz Vermelha. A história do corpo, como um todo, ainda está envolta em incertezas a controvérsias. Embora haja antigas evidências de Conselhos de Reais e Seletos Mestres trabalhando nos Estados unidos, os três graus trabalhavam, de maneira variada, sob seus próprios Conselhos, Capítulos do Real Arco e, até mesmo, Lojas de Perfeição do Rito Escocês Antigo e Aceito. Apesar do Rito Escocês ter desistido de todas as reivindicações para esses graus, várias Grandes Jurisdições (VA & WVA) ainda os conferem como parte da Maçonaria Capitular. Na Inglaterra, o graus de Excelentíssimo Mestre está reunido a esse corpo. Nos Estados Unidos, todos os assuntos são tratados pelo Conselho de Mestres Seletos, sendo abertos, os outros corpos, apenas para conferir os graus. Algumas jurisdições realizam “conselhos de mesa” de maneira similar às “lojas de mesa” como um ponto focal social dos seus corpos locais do Rito de York.
Mestre Real
É um grau que enfatiza as lições de paciência e firmeza. O Grau é centrado em torno dos Companheiros Maçons que foram os artífices que fabricaram os ornamentos e a mobília do Templo. É incomum que a primeira parte do Grau mostre eventos que têm lugar antes da morte do Grão-Mestre Hiram Abif e que a última parte mostre fatos que ocorreram após a sua morte.
 
Mestre Escolhido (Selecionado)
 
Este Grau enfatiza as lições de devoção e zelo. O Grau está centrado na construção e mobiliário de uma abóbada secreta embaixo do Sanctum Sanctorum do Templo, e a deposição dos segredos pertencentes aos Companheiros por três antigos Grão-Mestres dos companheiros. Este Grau estende-se dos eventos que cercam a ocultação e a perda da Palavra Inefável e aqueles que levam à recuperação da Palavra, no Grau do Real Arco. O Corpo que o preside é um conselho e o oficial Presidente é um Mestre (intitulado Ilustre).
 
Super Excelente Mestre

Este grau enfatiza as lições de lealdade e fidelidade. O Grau está centrado ao redor dos fatos que levaram à destruição de Jerusalém e do Templo, nas mãos dos Caldeus. O Grau é narrado por interlúdios pequenos da profecia bíblica que salientam o fim do primeiro Templo e a construção do segundo. São dignas de nota as cenas da corte Judaica de Zedekiah e a corte Caldaica de Nabucodonosor. Este grau é honorário e um membro do Conselho não tem necessidade dele para manter a sua afiliação ou função.

Grande Acampamento Templário
As Ordens de Cavalaria são um conjunto de três Ordens que culminam com o Grau de Cavaleiro Templário e são controladas por este corpo. O corpo é nitidamente diferente dos seus equivalentes estrangeiros, pois exibe uma estrutura paramilitar e uma aparência de Maçonaria, sendo a única organização da Maçonaria no mundo que é um corpo unificado. A sua exigência de que seus membros sejam Cristãos praticantes levou a invectivas de condenação a outros corpos e organizações maçônicas tanto dentro quanto fora dos Estados Unidos, com a alegação de que o corpo é mais uma organização Cristã do que um corpo Maçônico. Isto produziu pouco efeito sobre o corpo, entretanto, pois muitas das organizações que o criticam têm graus similares entre elas. O corpo americano é arranjado, ainda, de modo diferente do de seus parentes próximos, na Inglaterra. O corpo americano inclui a Ilustre Ordem Rosa Cruz, o qual não é conferido por nenhuma outra organização, embora tenha primos muito próximos na Ordem dos Cavaleiros Maçons Irlandeses e Americanos e nos Graus Maçônicos Ingleses Aliados da Cruz Vermelha e da Babilônia. Também nos Estados Unidos, a Ordem de Malte é conferida aos membros antes que estejam habilitados para receber a Ordem do Templo, enquanto que, na Inglaterra, a Ordem de Malta é um grau honorário dado aos Cavaleiros Templários. Nos Estados Unidos, todos os assuntos são tratados pela Ordem do Templo, os outros corpos sendo abertos, apenas, para conferir os graus das Ordens. Na Inglaterra, a Ordem de Malta se reúne e opera como um corpo separado, anexo à Ordem do Templo.
Ilustre Ordem da Cruz Vermelha

Esta Ordem enfatiza  a lição da verdade. Elementos desta Ordem eram praticados em Antigas Lojas antes que a forma final do Grau de Mestre Maçom entrasse em vigor. Ele ainda é praticado na forma completa do cerimonial pelos Cavaleiros Maçons da Irlanda e pelos Cavaleiros Maçons dos Estados Unidos e como a Cruz Vermelha da Babilônia na Ordem Inglesa dos Graus Maçônicos Aliados.
Ordem de Malta
Esta ordem enfatiza a lição da fé. Ela exige que o Maçom professe e pratique a fé Cristã. O grau de passagem do Passe Mediterrâneo ou Cavaleiro de São Paulo prepara o candidato para a Ordem, apresentando a lição e o exemplo do mártir intimorato e fiel do Cristianismo. A Ordem está centrada nos elementos alegóricos dos Cavaleiros de Malta, herdeiros dos Cavaleiros Hospitalários medievais.
Ordem do Templo
Esta é uma Ordem que enfatiza as lições do auto-sacrifício e da reverência. Ela tem a intenção de reacender a devoção e o auto-sacrifício dos Cavaleiros Templários medievais ao Cristianismo. A história da Ordem Maçônica é longa e intricada, com diferentes rituais da Ordem entre os utilizados na Inglaterra e nos Estados Unidos. Os praticados nos Estados Unidos têm um zelo pouco propugnante pela lição do Cristianismo enquanto que, na Inglaterra, os rituais são mais alegóricos. Entretanto, o ritual americano é mais impressionante e é dada mais ênfase à solenidade e reverência associadas à crucifixão, ressurreição e ascensão de Cristo. O corpo que preside é um Comando e é presidido por um Comandante (intitulado Eminente).
BIBLIOGRAFIA:
Hugo Borges & Sergio Cavalcante – Rito York - O Simbolismo: Aprendiz Maçom – Imprell Editora – 2008;

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O RITO YORK – PRIMÓRDIOS



O RITO YORK – PRIMÓRDIOS
(*) Sergio Roberto Cavalcante

OS PRIMEIROS MAÇONS NA AMÉRICA DO NORTE

Não há documentos confiáveis quanto a data concreta da chegada da Franco-Maçonaria ao Novo Mundo e em especial, na América do Norte.

Alguns afirmam que ela chegou ao novo continente no ano de 1607, estabelecendo-se na então Colônia da Virginia.

O primeiro franco-maçom a se estabelecer nas colônias da América foi John Skene[1]. Esse possível maçom se estabeleceu em New Jersey onde mais tarde se tornou vice-governador.


                             JONATHAN BLECHER

O primeiro colono americano a ser tornar um franco-maçom foi Jonathan Blecher que, numa viagem à Inglaterra no ano de 1740, foi iniciado numa loja inglesa. Ao retornar a América ele prosperou no ramo do comércio e mais tarde foi Governador de Massachusetts e New Hampshire. Em 08 de dezembro de 1730, Benjamin Franklin em seu jornal a primeira notícia sobre a Maçonaria na América. O assunto publicado no jornal referia-se de uma forma geral o que era a Franco-Maçonaria e afirmava ainda que existiam várias Lojas na referida Província.
Benjamin Franklin tornou-se maçom em 1731.
Benjamin Franklin foi Grão-Mestre Provincial da Pensilvânia no ano de 1734. Nesse mesmo ano, ele editou o primeiro livro franco-maçônico na América.
(*) Sergio Roberto Cavalcante é Mestre Maçom jurisdicionado a Mui Respeitável Grande Loja Maçônica do Estado da Paraíba.

[1] Ele está registrado como um maçom de uma Loja de Aberdeen, em 1670 e que emigrou para a América do Norte em 1682.